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sexta-feira, novembro 14, 2003

Queridos! Hoje é mais um, dos poucos dias que restam da minha vida! Encontrei uma amiga que já tem casamento marcado! É claro que, ela não precisou de um blog, já que estes não cumprem a sua função, é tudo o que posso dizer, mas acrescento: continuem a mentalizar-se que a blogoesfera não serve para nada, que é umbiguismo, que é snobismo, que é chaladice. Verdades! O que eu sei é que no dia 15 de Julho deste ano ( já andava à procura desde 53, mas fora da blogoesfera ) comecei a procurar um bigode e, quatro meses depois, aqui têm o resultado: nada! Ora toma lá que é para aprenderes!

O noivo dela também tem um blog, um blog gay, muito lido...Claro que um dia destes vos vou dizer quem ele é, rejubilem os bisbilhoteiros. Ai que felicidade, queridos! Quero agradecer a todos a atenção e ajuda que me têm dado, se não tivesse chegado aos 318 000 mil leitores ( 308 mil são visitas minhas, mas pronto! ), garanto-vos que não me tinham ligado nenhuma.

Nestas coisas (e agora falo para as amigas, que já são ex-amigas) temos de ser irracionais: o vosso contador é a pilhas ? Carregam-se? Falta-me um cérebro com muita inteligência? Transplanta-se o do Einstein! Detestamos um querido? Publicamos a fotografia dele! Queremos tentar mostrar que somos lindas? Pespegamos com a fotografia de uma amiga no header, após tratamento no Photoshop! Tem de ser assim, sem paninhos quentes.

Só me resta dizer até logo e desejar felicidades à minha amiga que se vai casar. E àquelas que ainda não encontraram o ser ideal, o conselho da Dra Cornélia é: vão tentando, porque no nosso caso, eles tornam-se difíceis de apanhar!
Jinhos jinhos jinhos

PS- A minha muito querida Cachalotte está convidada para a boda ( não me vou atrever a trocar o b! ), quem quiser saber como escorreram as coisas, que lhe pergunte depois...Jinhos para si Cachalotte!

quarta-feira, novembro 12, 2003

O meu especial agradecimento às barbas de milho queridas! Salvaram-se mesmo a tempo. Ai se o Jarbas tinha visto aquilo, coitadas! Jinhos


Olá queridos! Hoje resolvi mandar-vos uma fotografia minha com quase 23 anos ( mandar-vos é uma força de expressão ). Do tempo em que esfumaçava três cabeças de Maconha por dia. Assim, todos podem comparar com a que está no header. Não estou muito melhor? Claro que estou! Hoje em dia só cheiro cocaína e sou linda! Reparem como eu tinha o pelo seco e espigado, olheiras, pele desidratada e uma má disposição que nem vos conto!

Foi nesses tempos que conheci o Jarbas, que já andava nestas vidas ainda há mais tempo do eu, salvo erro um charuto por hora. Lembro-me do dia em que lhe apresentei o Tomané (Alegrete) que fumava ainda mais do que eu e o Nelson juntos. Depois começamos a ir estacionar carros, os três, àquela tasca que há ali no Bairro Alto junto à Primorosa. Cinco minutos depois de estacionarmos 12 voitures , e de nos sentarmos, o fumo era tanto que não nos víamos uns aos outros. Então eu e o Tomané saíamos e deixávamos o Jarbas - que não dava por nada - a falar sózinho. Bons tempos aqueles...

Jinhos

O Alberto ficou todo brusco comigo...Diz que ando atrás de uma mulher com poucos teeth. Ma-lu-co! Adoro os seus boxers, vai para já para a minha secção dos muito queridos!
Jinhos



O velho Giovanni, em cuja cabana me hospedo sempre que vou lá para aqueles lados do Casal Ventoso, escreve-me uma carta perturberante mas esperada, e que me faz rir desalmadamente:

Mi sento in gado di fare, per te, le cose più bela, più Milan, più útil que Rui Costa: a mi bateria echo un error da strapazzo e deitou fumetti, rinnegherei le idee più sarcastica che ho elaborato, viverei (e è un modo di dire), ma non mi sento di fare l'unica cosa injusta e veramente cobarde che potrei fare per me: mi sento capace di rinunciare a te.

Ah! mon Dieu, que responder a este huommo sapiens di cultura pouco desenvolvida e agreste, a este primo dois anos mais velho do que eu, que me ensinou a detestar o belcanto, que me lia os clássicos do Patinhas com a sua voz aguda e que, numa dessas noites em que na cabana do Mestre Tomás recebiamos os grandes intérpretes, insistiu com o Tomé para que me amarrase, em vez de interpretar um estudo de Chopin! E Maurizio espancou-me, complacente, até ao fim. Que vergonha, queridos, que atrevimento o dos meus sessenta e seis anos! Mas quem ousaria contra(r)iar o padrinho?

Esqueço-me sempre, das aulas práticas que, sobre o piano me dava. Sentava-se atrás de mim e a sua mão peluda batia-me sobre a minha nádega, afogava-a nos pianíssimos, espremia-a quando era preciso sublinhar a frase, embalava-ma ao ritmo das berceuses. Ainda hoje sou incapaz de me sentar, sobre a pauta de uma sonata de Schubert sem um dor aguda de desvanecida agressividade, sem me lembrar daquela mão voluptuosa que me batia desalmadamente...Ah, Giovanni, mi assumo tutte le colpe, ma ti ripeto che la tua man è grande e incontrollabile.

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